sábado, 27 de novembro de 2010

Sobremesa da vida - por Vovó Kátia






Vovó Kátia, mamãe e vovô Jean - mamãe indo para a sala de parto
 
Vovó Kátia

Katlyn com 8 meses e meio
No dia 10 de outubro de 1984 segurei pela primeira vez em meus braços a minha filha querida, foi um dia muito especial, pois estava ganhando mais uma filha e exatamente no dia do meu aniversário, Katlyn Costa Lima um verdadeiro presente de Deus para mim.

O tempo foi passando e eu via aquela criaturinha crescendo, lembro quando balbuciou as primeiras palavras, deu os primeiros passos, lembro a primeira vez que foi à escola, uma menina linda, forte e decidida, o tempo passou, você cresceu e sempre me deu muitos motivos de orgulho e muita felicidade, o vestibular, a faculdade, a formatura, a carteira de motorista e a cada realização sentia você mais forte e aí no dia 06 de junho de 2009, exatamente no dia que eu estava completando 28 anos de bem casada, te vi no altar, casando, minha menininha linda, minha bonequinha, aquela pessoinha tão dependente e especial agora iria virar mulher, ter um lar. Seu casamento foi lindo, você estava linda e nesse momento senti que estava deixando de ser principal e passando a ser coadjuvante, senti e sabia que a partir dali, daquele dia, daquele momento nossa única estrada agora teria um novo caminho e que você estava pronta e forte o suficiente para trilhá-lo sem mim e agora com seu marido, mas sabia que teria um novo papel em sua vida e esse me daria a oportunidade de começar um novo caminho e eu poderia ser novamente principal porque seria avó.

Seis meses depois no dia 18 de janeiro de 2010 tivemos a confirmação da sua gravidez, este foi um dia muito especial, lembro dele com muito carinho, pois foi o dia em que fiquei sabendo que o meu sonho iria se realizar, e depois de muita conversa, muitas idas a lojas o tempo passou e chegou o grande dia.
10 de setembro de 2010 o dia em que viria ao mundo uma pessoinha que iria mudar de vez as nossas vidas e no momento do parto... Nesse momento não sei o que senti! Vi a minha filha indo ser submetida a uma cirurgia para trazer ao mundo a minha netinha querida, senti uma felicidade misturada com nervosismo, misturado com uma emoção. Então recorri ao meu Deus e Ele me acalmou de uma maneira extraordinária. Foi como se eu estivesse em sEus braços, fiquei tão tranqüila que nem parecia que era minha filha indo buscar minha neta. E depois de um tempo nasceu.
Amanda Lima de Morais, você é um anjo que Deus enviou para nos cobrir de bênçãos, você é a chave que abriu a porta da minha realização e da minha felicidade de ser avó, você é a recompensa de Deus, a sobremesa da vida, quando segurei você em meus braços pela primeira vez vi claramente que todo amor que sentia enquanto você era gerada ficou muito pequeno diante do imenso amor que tomou conta de mim quando pude lhe tocar, neste momento tive a impressão que meu coração estava batendo fora do peito e me apaixonei perdidamente por você.

´Vovó Kátia

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mãe, Mamífera, Mulher!!!




Eu nasci de parto cesárea e fui amamentada até aproximadamente os dois anos de idade. Minha mãe foi mãe e mamífera, mas não deixou de ser MULHER.

Eu sempre tive muito clara a idéia da amamentação exclusiva e pretendia colocar isso em prática quando tivesse meus filhos. Então, quando me vi grávida um desejo muito forte de AMAR e ALIMENTAR minha cria me levou a ler muito sobre os benefícios que a amamentação traria à mim e à minha pequena. Também li muito sobre o que alguns loucos teimam em chamar de "malefícios". Sinceramente?? Não vejo nenhum malefício na amamentação.

Minha Amanda nasceu de parto cesárea e tem sido amamentada exclusivamente com leite materno. O contato dos olhos dela nos meus me faz sentir MÃE. Alimentá-la me faz sentir MAMÍFERA. O vínculo afetivo entre nós duas me faz sentir MULHER. Amamentar me faz sentir suficiente e única para a minha princesa.

Quando eu decidi amamentar exlcusivamente a minha filha passei ter em mente muitos questionamentos: Porque algumas mulheres tem leite e outras não? Porque o seio de algumas mulheres não racha e o de outras sim? Porque algumas mulheres tem certeza de leite forte e outras acreditam ter leite fraco? Porque algumas mulheres conseguem amamentar e outras não? Porque Deus faria uma mulher com "defeito de fabricação"?

Para algumas das minhas muitas perguntas eu encontrei respostas:

- Não existe pouco leite. Existe pouca estimulação para produção do leite.

- Se o seio racha é porque a "pega" (forma como o bebê abocanha o seio) está errada. Para corrigir a pega basta procurar orientação nos bancos de leite.

- Não existe leite materno fraco (exceto em caso de extrema desnutrição da mãe). Cada mulher produz o leite adequado para seu bebê.

- Peito pequeno não é sinônimo de pouco leite.

Quanto às demais perguntas, entendo que nem todas as mulheres têm condições físicas ou psicológicas para um ato de tanta responsabilidade.

Vantagens da amamentação:

"O aleitamento materno só faz bem à criança, e à mamãe também! É um grande aliado contra diversas doenças e é facilmente digerido e absorvido.

O leite materno contém nutrientes e enzimas perfeitamente balanceadas, com substâncias imunológicas que protegem o bebê e provêm tudo o que a criança necessita no seu comecinho de vida. O ato de amamentar também supre as necessidades emocionais e diminui a ansiedade de ambos, por meio desse primeiro contato pele a pele e olhos nos olhos.

Fora a grande vantagem do vínculo afetivo que o ato cria, esse leite ainda protege a criança contra uma infinidade de problemas. Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a lista é extensa. O leite materno protege contra doenças alérgicas, diversos tipos de câncer, desnutrição, diabetes mellitus, doenças digestivas, doenças crônicas como osteoporose, doença cardiovascular e ateroesclerose, obesidade, meningites, sarampo e outras doenças infecciosas, doenças respiratórias e otites, doenças do trato urinário e cáries. E ainda promove, melhor desenvolvimento neuro-psicomotor infantil e cognitivo, aumenta o QI, promove melhor padrão cardiorrespiratório durante a alimentação, melhor resposta às imunizações e melhor equilíbrio emocional.

Não é só o bebê que sai ganhando, a mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa, tem diminuição mais rápida do volume do útero, corre menor risco de hemorragia no pós-parto, ter anemia, contrair câncer de mama e de ovário, é menos propensa à osteoporose, volta ao peso normal mais rapidamente.

E ainda tem o fator econômico. O leite que a mãe produz é suficiente para alimentar o filho até os seis meses de idade, sem necessidade de gastos com água, gás, bicos, mamadeiras, sabão, açúcar, embalagens etc. O leite materno é de graça e está pronto para servir a qualquer hora!"

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, para todas as mamães, que os bebês recebam exclusivamente leite materno durante os primeiros 6 meses de idade. Depois dos 6 meses a criança deve começar a receber alimentaçao complementar, com o objetivo de suprir suas necessidades nutricionais, juntamente com o leite materno até os dois anos de idade - ou mais.

Dia desses li uma reportagem do Diário de São Paulo e fiquei indignada com a desnecessidade dessa matéria intitulada "A pressão de ser uma mãe vaca" (http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/11/12971-a+pressao+de+ser+uma+mae+vaca.html). Sinceramente? Apenas tenho a dizer uma coisa: a vaca produz leite para a sua cria, eu para a minha! Os papéis não podem sem trocados!

A amamentação exclusiva até os 6 meses é DIREITO DO BEBÊ e DEVER DA MÃE!

Eu decidi amamentar exclusivamete a minha filha por 6 meses e tenho plena convicção de que Deus me deu esse dom!

EU AMAMENTO!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

2 meses de Amanda - Vacinação

Minha princesa completou no dia 10 (ontem) dois meses!! ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ

Nós (mamãe e vovó Kátia, com o consentimento de papai e vovô Jean) tinhamos combinado de comemorar os dois meses da pequena na terça dia 09 porque já estava marcado o dia de tomar as 4 vacinas do 2º mês... no dia 10, ou seja, a princesinha estaria abusadinha demais pra comer pizza. Mas papai num podia faltar o seminário, então deixamos para comemorar no dia 11.

No dia 10, nós (papai e mamãe) levamos a nossa pequena para tomar as benditas vacina (4, sendo uma em cada perna e duas de gotinha na boca). Quando chegamos ao hosp da aeronáutica o local de vacinação estava fechado pois só atendia pela manhã... Amanda foi "salva pelo gongo". Deixamos para o outro dia. Quando chegamos na casa de vovó Kátia ela tinha feito bolo de cenoura para o papai provar... esse foi o bolinho de 2 meses da nossa princesa!!!


Mamãe e Amanda - 2 meses
ps: papai estava trabalhando

Nossa princesinha
Bom, continuando a nossa saga das vacinas. Como eu disse, decidimos deixar para hoje e levamos nossa pequena para tomar as 4 benditas. O hosp da aeronautica só tinha as vacinhas de gotinhas (confesso que senti um alívio enorme), então decidimos adiar as injeções. Mas, voltando para casa, o papai teve a brilhante idéia de passar num posto de saúde para ver se lá tinha as outras duas que faltavam. E eis que... André: - "Bora, aqui tem.". Ai, deu uma dor no coração!!!

Quando entramos na sala de vacinação tinha uma menininha de uns 6 meses que iria tomar duas vacinas tbm (1 em cada perna). A mamãe aqui, que já estava com o coração em pedaços, quando viu a aplicação da vacina da menininha... Eu: "Ah mainha eu num vou deixar ela aplicar não! Num vou não!" André: "Tem que deixar. É melhor você sair da sala". E eu saí. Mas assim que fechei a porta do lado de fora, entrei de novo! Meu deu uma sensação de que eu estava abandonando minha princesa num momento que ela precisava de mim!l!! Então ela tomou as duas vacinas. Mas eu reomendei calma de tranquilidade a moça umas 300 vezes!!

Me doeu o coração!!! Preferia que ela tomasse a vacina, mas a dor fosse em mim!! Ela chorou uma tuia a tarde. Só dormiu depois de tomar paracetamol bebê e de um banho muito mal tomado, por sinal.


Soninho depois do paracetamol e do banho

Agradeço a Deus todos os dias por estar me dando a oportunidade de ser mãe de Amanda!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Relato de parto

Eu sempre optei pelo parto natural, sem qualquer intervenção, mas sempre pedi a Deus que agisse da melhor maneira para nós duas. E Ele foi misericordioso demais comigo!

No dia 30/08 fiz última ultra, minha pequena estava com 2.915g e a placenta em grau 2. Ainda faltavam quase 4 semanas para completar as 40 semanas. Mas ela não ficaria aqui até o dia previsto, pois com 34 semanas começei a sentir as contrações de treinamento com maior frequencia, já sentia dor nos ossos da pelve, ela já estava encaixada e com dorso à esquerda (que torna o parto natural mais rápido), ou seja, tudo estava se encaminhando para que acontecesse o parto que eu sempre desejei.

Infelizmente o lado burocrático não estava tão a meu favor. Eu tinha duas opções de hospital: Português, onde eu teria que programar o parto e o D'avila onde eu teria que arriscar ter vaga (igual ao sus). Bom no d'avila os plantonistas poderiam monitorar minha pressão arterial e todo o resto, menos o oxigênio que minha filha necessitava para sobreviver e era ela quem importava. Eu não estava disposta a arriscar a saúde dela, então, decidi programar o parto pedindo a Deus que ele me fizesse começar a sentir as contrações antes de chegar ao hospital.

Marcamos então para o dia 17/09/10, e as contrações de treinamento continuavam cada vez mais frequentes. No dia 08/09/10 fui a ultima consulta com a obstetra antes do parto e lá decidimos por adiantar para o dia 10/09, pois eu entraria em TP antes do dia 17 e aí teria que arriscar vaga no D'avila.

Enquanto eu esperava o dia de ir buscar minha pequena eu li que fazer esforços acelera o trabalho de parto, então tive eu a brilhante idéia de fazer faxina no dia 09 à noite. E deu certo! As contrações de treinamento passaram a contrações doloridas. Eu nunca pedi tanto a Deus para sentir dor.

No dia 10 chegamos ao hospital por volta das 11 horas da manhã, e eu estava sentindo a dor que eu tanto pedi a Deus, apesar de ainda estar longe do auge do trabalho de parto. Eu ainda cheguei a perguntar a Dra. se eu poderia ter parto natural (e lá vai um toque) mas apesar das contrações o colo ainda estava alto e demoraria cerca de 2 dias para minha pequena vir ao mundo. Como o parto estava programado eu não poderia esperar tanto tempo.

Como eu disse... Deus é misericordioso demais!!!
Entrei na sala de parto às 13:30 horas, aproximadamente, super tranquila. Tomei a anestesia (rack - acho que é isso), então me deitaram e colocaram aquele pano para que eu não visse nada, eu pedi para afastar um pouquinho pq eu tava com falta de ar. Ele até conseguiram me enganar, mas nem mexeram no bendito pano. E nisso eu só pfalava: "Mexe no meu pé, tem alguma coisa apertando meu pé" e a médica: "você tá sentindo?". Eu: "Tô". Ela: "sentiu isso?" e eu, com cara de paisagem: "não, mas tem alguma coisa no meu pé que tá me apertando". O fato de não sentir nada do peito para baixo me deixou muito nervosa. Então quando vi meu marido eu comecei a chorar e dizer: "tá bom, tá bom eu não quero mais não, eu não quero mais não!". Já era tarde.

Eu senti muita falta de ar e em um dado momento eu só via o anestesista, que devia pesar uns 120 kilos em cima de mim fazendo pressão na barriga (mas eu não senti absolutamente nada), só que a falta de ar piorou, claro!

Minha pequena não chorou quando nasceu, então eu não tive a noção de que ela já tinha nascido e só fazia reclamar de vontade de vomitar e falta de ar. Então a pediatra me mostrou minha princesa pela primeira vez, e eu, meio dopada, não consegui processar de imediato, olhei pra ela (achei horrorosa) e voltei a reclamar e o anestesista o tempo todo dizendo: "isso é normal, vai passar". Ai que raiva! que normal que nada! num era ele que tava passando mal!

Nesse meio tempo eu só escutei meu marido conversando com ela e dizendo: "é a menininha do papai". Aí sim eu consegui processar. Minha princesa tinha nascido!! Entre muitas lágrimas de um misto de alegria, emoção e alívio eu agradeci ao meu Pai, agradeci em voz alta! Eu queria que todo mundo soubesse que tinha sido o meu Deus que trouxe minha pequena ao mundo!

Então a pediatra trouxe minha pequena pra eu ver mais uma vez, tiramos fotos e depois levaram minha pequena de mim. Apenas nesse momento eu conegui vomitar e vomitei muito!! (eca) Como é difícil vomitar sem sentir a barriga!

Mais ou menos 1 hora e meia depois eu pude ver minha princesinha direito, ela foi trazida para mamar (ô coisa difícil dar de mamar deitada - impossível), mas não tivemos muito sucesso.

Bom, minha pequena nasceu com 38 semanas de gestação de parto cesárea às 13:50 do dia 10/09/10, com 2570g e 45cm.

E por isso eu digo que o meu Deus foi mosericordioso demais comigo. Minha boneca perdeu peso dentro do útero. Em 10 dias ela perdeu quase 400g pq minha placcenta envelheceu e não estava passando os nutrientes necessários para que ela engordasse e crescesse. Se eu tivesse optado pelo parto normal ela teria nascido com baixo peso e seria levada para a uti e não para os meus braços.

Eu escolhi o parto normal, mas Deus escolheu o melhor para mim e minha princesa.

Papai e Mamãe entrando na sala para me "buscar"

Papai e Mamãe

Papai