Eu nasci de parto cesárea e fui amamentada até aproximadamente os dois anos de idade. Minha mãe foi mãe e mamífera, mas não deixou de ser MULHER.
Eu sempre tive muito clara a idéia da amamentação exclusiva e pretendia colocar isso em prática quando tivesse meus filhos. Então, quando me vi grávida um desejo muito forte de AMAR e ALIMENTAR minha cria me levou a ler muito sobre os benefícios que a amamentação traria à mim e à minha pequena. Também li muito sobre o que alguns loucos teimam em chamar de "malefícios". Sinceramente?? Não vejo nenhum malefício na amamentação.
Minha Amanda nasceu de parto cesárea e tem sido amamentada exclusivamente com leite materno. O contato dos olhos dela nos meus me faz sentir MÃE. Alimentá-la me faz sentir MAMÍFERA. O vínculo afetivo entre nós duas me faz sentir MULHER. Amamentar me faz sentir suficiente e única para a minha princesa.
Quando eu decidi amamentar exlcusivamente a minha filha passei ter em mente muitos questionamentos: Porque algumas mulheres tem leite e outras não? Porque o seio de algumas mulheres não racha e o de outras sim? Porque algumas mulheres tem certeza de leite forte e outras acreditam ter leite fraco? Porque algumas mulheres conseguem amamentar e outras não? Porque Deus faria uma mulher com "defeito de fabricação"?
Para algumas das minhas muitas perguntas eu encontrei respostas:
- Não existe pouco leite. Existe pouca estimulação para produção do leite.
- Se o seio racha é porque a "pega" (forma como o bebê abocanha o seio) está errada. Para corrigir a pega basta procurar orientação nos bancos de leite.
- Não existe leite materno fraco (exceto em caso de extrema desnutrição da mãe). Cada mulher produz o leite adequado para seu bebê.
- Peito pequeno não é sinônimo de pouco leite.
Quanto às demais perguntas, entendo que nem todas as mulheres têm condições físicas ou psicológicas para um ato de tanta responsabilidade.
Vantagens da amamentação:
"O aleitamento materno só faz bem à criança, e à mamãe também! É um grande aliado contra diversas doenças e é facilmente digerido e absorvido.
O leite materno contém nutrientes e enzimas perfeitamente balanceadas, com substâncias imunológicas que protegem o bebê e provêm tudo o que a criança necessita no seu comecinho de vida. O ato de amamentar também supre as necessidades emocionais e diminui a ansiedade de ambos, por meio desse primeiro contato pele a pele e olhos nos olhos.
Fora a grande vantagem do vínculo afetivo que o ato cria, esse leite ainda protege a criança contra uma infinidade de problemas. Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a lista é extensa. O leite materno protege contra doenças alérgicas, diversos tipos de câncer, desnutrição, diabetes mellitus, doenças digestivas, doenças crônicas como osteoporose, doença cardiovascular e ateroesclerose, obesidade, meningites, sarampo e outras doenças infecciosas, doenças respiratórias e otites, doenças do trato urinário e cáries. E ainda promove, melhor desenvolvimento neuro-psicomotor infantil e cognitivo, aumenta o QI, promove melhor padrão cardiorrespiratório durante a alimentação, melhor resposta às imunizações e melhor equilíbrio emocional.
Não é só o bebê que sai ganhando, a mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa, tem diminuição mais rápida do volume do útero, corre menor risco de hemorragia no pós-parto, ter anemia, contrair câncer de mama e de ovário, é menos propensa à osteoporose, volta ao peso normal mais rapidamente.
E ainda tem o fator econômico. O leite que a mãe produz é suficiente para alimentar o filho até os seis meses de idade, sem necessidade de gastos com água, gás, bicos, mamadeiras, sabão, açúcar, embalagens etc. O leite materno é de graça e está pronto para servir a qualquer hora!"
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, para todas as mamães, que os bebês recebam exclusivamente leite materno durante os primeiros 6 meses de idade. Depois dos 6 meses a criança deve começar a receber alimentaçao complementar, com o objetivo de suprir suas necessidades nutricionais, juntamente com o leite materno até os dois anos de idade - ou mais.
Dia desses li uma reportagem do Diário de São Paulo e fiquei indignada com a desnecessidade dessa matéria intitulada "A pressão de ser uma mãe vaca" (http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/11/12971-a+pressao+de+ser+uma+mae+vaca.html). Sinceramente? Apenas tenho a dizer uma coisa: a vaca produz leite para a sua cria, eu para a minha! Os papéis não podem sem trocados!
A amamentação exclusiva até os 6 meses é DIREITO DO BEBÊ e DEVER DA MÃE!
Eu decidi amamentar exclusivamete a minha filha por 6 meses e tenho plena convicção de que Deus me deu esse dom!
EU AMAMENTO!!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário